DBS de alta precisão · neuromodulação
DBS com o paciente dormindo, tomografia intraoperatória e planejamento por tractografia e conectoma
A estimulação cerebral profunda (DBS) evoluiu para unir mais conforto ao paciente e mais precisão técnica. Reúno aqui quatro pilares dessa abordagem moderna.
1. Paciente dormindo (anestesia geral)
Tradicionalmente o DBS era feito com o paciente acordado, para testar a estimulação durante a cirurgia. Com as tecnologias de imagem atuais, o procedimento pode ser realizado sob anestesia geral, com o paciente dormindo — reduzindo a ansiedade e o desconforto da cirurgia acordada. É especialmente vantajoso para quem tem tremor intenso, ansiedade ou dificuldade de permanecer imóvel, mantendo resultados comparáveis quando o implante é guiado por imagem.
2. Tomografia intraoperatória — conferência em tempo real
Durante a cirurgia, uma tomografia de alta resolução (robô Brainlab Loop-X) confirma a posição dos eletrodos ainda na sala. Havendo necessidade, o ajuste é feito na hora — buscando precisão milimétrica e reduzindo a chance de um novo procedimento.
3. Tractografia no planejamento
A tractografia, obtida da ressonância, reconstrói os feixes de fibras (substância branca) ao redor do alvo. Enxergar esses “caminhos” ajuda a mirar com precisão e a evitar efeitos colaterais por proximidade de estruturas vizinhas.
4. Conectoma — o circuito certo para o sintoma certo
O DBS não age sobre um ponto isolado, e sim sobre redes cerebrais. Mapas de conectividade (conectoma) ajudam a escolher o alvo e o contato ideais para cada sintoma, tornando a terapia mais personalizada — tema, inclusive, do estudo que integrei na Nature Neuroscience (2024).
Conteúdo educativo. A indicação e a técnica são sempre individualizadas e discutidas caso a caso.
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Novo e-book gratuito · abril, mês de conscientização
“Vivendo bem com Parkinson” — um guia para pacientes e familiares
Lancei um e-book gratuito reunindo o que mais faz diferença no dia a dia de quem convive com a doença de Parkinson: atividade física (hoje parte central do tratamento), alimentação, segurança em casa, fala e deglutição, saúde emocional e um capítulo dedicado a quem cuida — tudo baseado em diretrizes atuais e em linguagem acessível.
É um material para levar entre uma consulta e outra, ajudando paciente e família a entender a doença e agir com mais confiança. Livre para baixar e compartilhar.
Baixar o e-book gratuito →
Novo e-book gratuito · tratamento cirúrgico
“Cirurgia no Parkinson: entenda o DBS” — novo guia para pacientes e familiares
Muitos pacientes chegam ao consultório com as mesmas dúvidas sobre a cirurgia no Parkinson: quando ela é indicada? Dói? É “o último recurso”? O que muda no dia a dia? Reuni as respostas em um novo e-book gratuito.
Em linguagem simples, o guia explica quando pensar na cirurgia, o que é e como funciona a estimulação cerebral profunda (DBS), o que esperar — benefícios e limites —, riscos, recuperação e vida com o aparelho, além de perguntas frequentes e mitos × verdades. É um material para levar entre uma consulta e outra e decidir com mais tranquilidade.
Baixar o e-book gratuito → Será que tenho indicação? Fazer o questionário →
Neuromodulação · reabilitação da lesão medular
Estimulação medular na lesão medular: um aliado nos ganhos motores e na qualidade de vida
A estimulação elétrica da medula, tradicionalmente usada no controle da dor crônica, vem ganhando um novo papel: auxiliar na reabilitação de pessoas com lesão medular.
Após uma lesão medular, parte dos circuitos abaixo do nível da lesão pode permanecer preservada, porém “silenciosa”. A estimulação epidural da medula — feita por um eletrodo implantado cirurgicamente — pode ajudar a facilitar esses circuitos e, combinada a um protocolo intensivo de fisioterapia neurofuncional, contribuir para ganhos de força, controle de tronco, ortostase e marcha assistida, em casos selecionados.
É esse o trabalho que desenvolvo em parceria com a Clínica EquilibriON (Porto Alegre) e o fisioterapeuta Emerson de Carvalho: a etapa cirúrgica do implante somada à reabilitação intensiva. Trata-se de uma abordagem avançada e em evolução, com indicação individualizada e expectativas discutidas com transparência — sem promessas, e sempre orientada por avaliação especializada.
Conhecer o programa de reabilitação medular → Site da EquilibriON ↗